quarta-feira, 19 de maio de 2010


Olhar através de, eu digo
De mim, de nós, das horas
Para sentir falta do que  não há
E chorar, sair dos dias e ver
O que pulsa está enterrado
Como que morto, mas não
As honras mórbidas não
Pois se pulsa, vive, relógico

segunda-feira, 17 de maio de 2010













Sei da luz, mas sei melhor ainda da podridão
Sei que partes de que órgãos se decompõe
E por onde o sangue desvia, insalubre, esguio.
Sei muito da dureza das manhãs glaciais
Sei da saudade a quem quase não me entrego


Com o tempo na garganta, eu sei quem sou.
E sabendo disso tudo, sei seguir.